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Clínica Dr. Cabral Barreto

Rinoplastias

O nariz ocupa um lugar muito especial na imagem de cada um. É o elemento que mais se destaca na face, ocupando mais ou menos um terço da sua altura.
É inútil tentar escondê-lo ou disfarçá-lo. Uma deformidade ou um tamanho desproporcionado pode provocar um traumatismo psíquico muito mais grave do que, por exemplo, o aparecimento de rugas. Cyrano de Bergerac é um exemplo clássico de autorrejeição e repugnância causada por um nariz grande e ridículo.
É oportuno referir que faz parte do comportamento dos indivíduos esconder todo o drama psíquico que os afeta, até mesmo ao próprio cirurgião. Rodeiam o assunto, dizendo que sentem dificuldade em respirar, que sangram facilmente, ou que sofrem ainda de uma antiga fratura. E se é verdade que, em alguns casos, existem deformações internas, o que eles pretendem de facto é a correção da forma externa do seu nariz.
Todos nos recordamos da nossa infância das alcunhas frequentes atribuídas a narizes grandes, orelhas descoladas, ou pálpebras descaídas.

Uma excessiva preocupação com a forma do nariz torna os indivíduos tímidos e com tendência para o isolamento. Evitam sempre serem observados de perfil, particularmente em fotografias e, quando falam com alguém, procuram desviar a atenção quer ocultando o nariz com a mão quer baixando a cabeça. Acabam por parecer desatentos e aborrecidos, provocando o afastamento dos outros que os consideram interlocutores pouco agradáveis. Outros, porém, descuram toda a sua aparência por entenderem que, façam o que fizerem, com um nariz como o seu «não há nada a fazer».

As mulheres, especialmente as adolescentes, ficam muito traumatizadas com um nariz de dimensões exageradas. As reações não são sempre as mesmas. Enquanto umas vivem obcecadas com o seu nariz, desinteressando-se de todo o resto inclusivamente dos seus estudos, outras tentam esquecê-lo, entregando-se totalmente ao estudo, isolando-se do convívio com os colegas, tornando-se autênticas «ratos de biblioteca».

A verdade, porém, é que, tanto umas como outras são pessoas deprimidas, introvertidas c muito infelizes. A atitude dos pais, tão importante naqueles casos, varia consoante o país e o nível cultural da população. Nos Estados Unidos da América, por exemplo, é vulgar entre os judeus oferecerem uma rinoplastia à filha adolescente, no seu aniversário. É óbvio que esta atitude não é louvável, por não se poder encarar levianamente uma operação deste tipo, devendo, por isso, efetuar-se em pessoas que o desejem verdadeiramente e que apresentem de facto um desvio ao perfil considerado normal.

Uma intervenção cirúrgica não desejada, ou imposta por outrem, é contraproducente, na medida em que pode vir a agravar as perturbações psíquicas já existentes. A idade mais comum dos pacientes que aparecem nos consultórios para se submeterem a uma rinoplastia situa-se à volta dos vinte anos. Não há, contudo, qualquer problema em operar uma rapariga depois dos quinze anos, ou um rapaz com mais de dezasseis, altura em que o nariz atinge o seu tamanho definitivo.

O tamanho e a forma ideais variam conforme o sexo.
Na mulher deve ter uma forma delicada, podendo ser ligeiramente arrebitado e no homem, um tamanho médio e bem proporcionado com o resto da face.
Cada caso tem de ser minuciosamente estudado para que a nova forma de nariz se adapte perfeitamente à configuração da face. Por isso, a pretensão dum nariz igual ao duma pessoa famosa, não será uma opção correta.

A rinoplastia é a operação estética mais conhecida e considerada a mais difícil.
A qualidade e habilidade do cirurgião são postas à prova mais do que em qualquer outra. Alguns recorrem sempre à mesma forma de nariz, sem tomarem em conta as diferentes configurações faciais de cada paciente, chegando ao ponto de ser possível adivinhar quem foi o cirurgião que operou pelo aspeto do novo nariz. Esta uniformidade é ridícula e presta um mau serviço ao paciente e à própria cirurgia plástica.

A deformação mais vulgar é o nariz adunco. Outras menos frequentes são o «nariz em sela» e o que apresenta desvios laterais. Pode ser sempre modificado à nossa vontade, mais longo ou mais curto, mais largo ou mais estreito e sempre sem cicatrizes externas.

A rinoplastia pode efetuar-se em qualquer altura do ano, e obriga a um afastamento do meio social durante dez a quinze dias. Dada a dificuldade que as pessoas têm em recordar com exatidão os pormenores de um rosto, passará despercebida ao fim deste período de tempo.

“Mentoplastia”

Juntamente com a rinoplastia, procede-se, muitas vezes, ao avanço do queixo (MENTOPLASTIA) se o estudo prévio do paciente o aconselhar. Só após um estudo meticuloso do perfil é que se determina que alterações deverão ser feitas. Estas devem obedecer a determinados parâmetros considerados ideais para a obtenção de um perfil equilibrado. Daqui se percebe que o nariz não deve ser avaliado individualmente de “per si” mas sim como um elemento integrante em todo o perfil que se inicia na raiz do cabelo até ao pescoço. Serão ainda considerados outros dados como o sexo e a altura do paciente. Pensamos que o resultado ideal é aquele que além de perfeito não se deteta qualquer estigma da operação.

RINOPLASTIAS SECUNDÁRIAS

A rinoplastia é das operações do campo da cirurgia estética sem dúvida a mais exigente. E isto porque o cirurgião não pode controlar a cicatrização ou escolher as estruturas que suportam o nariz. As cartilagens poderão ser mais ou menos espessas e a pele poderá não se adaptar à nova estrutura criada pelo cirurgião. É assim uma operação difícil com muitas variáveis. Mesmo nas mãos mais hábeis, é de esperar uma percentagem até 20% de revisões.

Este facto deverá ser dito a todos os que procuram a modificação da forma de nariz. Daí que sejam frequentes as rinoplastias secundárias e o resultado poderá estar incorreto por várias razões: 

  • A forma do nariz contínua defeituosa
  • O doente não gosta da nova forma do nariz
  • A forma do nariz está correta mas não é aceite pelo paciente por ter perdido a sua identidade familiar ou racial.
  • Reversão da operação para recuperar a forma pré-operatória.
  • Compromisso da ventilação nasal em benefício do resultado estético.
  • Deficiente ventilação nasal é frequente após as rinoplastias.

Por outro lado alguns cirurgiões conseguem convencer os pacientes de o nariz ficará perfeito até espetacular, que a operação é rápida, simples e indolor.
Criam-se expectativas irrealistas nos pacientes que podem acabar em frustração porque tal não foi atingido.
Chega-se à conclusão que as técnicas clássicas não estão corretas. Primeiro porque se espera que após uma modificação correta do esqueleto osteocartilaginoso, a pele supra jacente se adapte e se ajuste à nova estrutura.
Tal não acontece.
A pele da parte inferior do nariz não se retrai até ao ponto quem o cirurgião pretende. Quando o cirurgião reduz a ponta nasal removendo parte das cartilagens alares para parecer melhor ao mesmo tempo enfraquece o suporte das narinas que podem colapsar e dificultar a ventilação.
Alguns cirurgiões aceitam esta perda funcional como um preço a pagar para obter um nariz perfeito.

A RINOPLASTIA REVERSA

Rinoplastia Reversa – A rinoplastia funcional sem estigma cirúrgico

Considerações: Um bom resultado de uma rinoplastia estará estreitamente dependente de dois fatores interrelacionados: Primeiro, do conhecimento das múltiplas variações anatómicas e, segundo, da compreensão dos efeitos à distancia, da alteração dos componentes anatómicos nasais, efeitos estes condicionados pela cicatrização.
A anatomia nasal é sobejamente conhecida mas só recentemente os cirurgiões dão particular atenção aos detalhes que influenciam não só uma forma nasal perfeitamente integrada na face, sem estigma cirúrgico, mas também à função ventilatória superior que não a querem comprometer. A tendência é a cirurgia conservadora.

Consegue-se com alterações anatómicas subtis, mínimas resseções osteo-cartilagineas e de partes moles, cumprir o objetivo. Deste modo, o equilíbrio entre o novo esqueleto nasal e o revestimento cutâneo existente, é mais facilmente conseguido, o processo cicatricial é mais simples e os resultados são mais previsíveis.
Um sinal flagrante da cirurgia conservadora atual, é a preservação dum perfil alto na maioria dos doentes em detrimento dos antigos perfis retruídos, frutos dum sacrifico exagerado da bossa nasal e dum desnecessário encurtamento do septo.
E é no terço médio que a nossa modificação técnica incide, no seguimento das antigas preocupações de Tord Skoog.
Para evitar o colapso das cartilagens triangulares com o constrangimento da válvula interna e a necessidade dos “spreader grafts”.

Objetivo: Correção da malformação nasal com preservação da função e sem estigma cirúrgico.

Casos clínicos: Doentes com hipertrofia e desvio da pirâmide nasal.

Métodos:
Rinoplastia, método fechado;
Descolamento submucoso a nível do septo e cartilagens triangulares;
Incisão do septo, transposição e sobreposição.
Resultados: Confirmação dos pressupostos e doentes satisfeitos com resultados.
Conclusão: Pensamos que esta inovação técnica, poderá dentro da linha conservadora, obter resultados interessantes nos aspetos funcional e morfológico.